Silo - Hugh Howey

13:30


Editora: Intrínseca
Páginas: 512
Sinopse: O que você faria se o mundo lá fora fosse fatal, se o ar que respira pudesse matá-lo? E se vivesse confinado em um lugar em que cada nascimento precisa ser procedido por uma morte, e uma escolha errada pode significar o fim de toda a humanidade? Essa é a história de Juliette. Esse é o mundo de Silo. Em uma paisagem destruída e hostil, em um futuro ao qual poucos tiveram o azar de sobreviver, uma comunidade resiste, confinada em um gigantesco silo subterrâneo. Lá dentro, mulheres e homens vivem enclausurados, sob regulamentos estritos, cercados por segredos e mentiras. Para continuar ali, eles precisam seguir as regras, mas há quem se recuse a fazer isso. Essas pessoas são as que ousam sonhar e ter esperança, e que contagiam os outros com seu otimismo. Um crime cuja punição é simples e mortal. Elas são levadas para o lado de fora. Juliette é uma dessas pessoas. E talvez seja a última.


Silo apresenta um mundo pós-apocalíptico em que as últimas pessoas sobreviventes vivem em um silo de mais de cem andares, com medo da paisagem que veem pelos sensores: um mundo devastado no qual respirar é o mesmo que uma sentença de morte. Nesta realidade existem regras rígidas para se manter a ordem entre tantas pessoas presas em um único lugar, mas a lei mais sagrada desta sociedade é não expressar o desejo de ir para fora ou de saber mais sobre aquele mundo destruído. E ao quebrar este tabu a punição é a limpeza, ou seja, você será mandado para fora do silo para limpar o sensores e para ser morto pelo ar tóxico.

No caso do xerife Holston, é exatamente o que ele quer. Após ver sua própria esposa, Allison, expressar o desejo de ir para o exterior, o xerife sucumbe, depois de três anos, ao mesmo destino, acreditando que talvez ela estivesse certa e tudo aquilo não passasse de uma mentira, um plano arquitetado para enganar a todos os residentes, afinal nenhum deles sabe sobre o próprio passado, nem como o mundo chegou no estado onde está nem mesmo o passado recente do último levante que houve pois os servidores foram completamente apagados, e questionar qualquer um sobre isso também é um crime punível com a morte.

Holston começou a prestar atenção. O mistério dos servidores limpos, o passado vazio dos ancestrais do silo, os assombrava a todos. O momento em que tudo foi apagado não passava de uma lenda nebulosa.

Como o xerife foi para a limpeza, cabe ao delegado Marnes e a prefeita Jahns a tarefa de achar alguém para ocupar um dos cargos mais importantes da sociedade, e eles tem alguém perfeito para o papel em mente: Juliette. Juliette é uma mulher que trabalha na Mecânica, um dos níveis mais baixos e mais importantes do silo. É o trabalho dela e de seus companheiros que permite que todos os residentes tenham eletricidade e combustível para todas as outras necessidades ao viver debaixo da terra, mas mesmo assim, por ser das profundezas, são uma das partes mais discriminadas da sociedade. E tudo o que Juliette não quer é ir para os andares superiores e ter que conviver com toda a política que, querendo ou não, acompanha o cargo de xerife; ela prefere conviver com sua enorme família de mecânicos e com suas ferramentas, mas seu envolvimento é necessário e antes que perceba ela se torna a peça central em meio aos segredos do silo.


O objetivo do silo era que as pessoas mantivessem as máquinas em funcionamento, quando Jahns sempre, por toda a sua longa vida, achara que era o contrário.


Hugh Howey nos apresenta uma realidade na qual tudo parece estar a um segundo de explodir. Ao mesmo tempo que a maioria tenta respeitar as regras por medo das consequências é impossível que certas questões não os atinjam, seja essa sobre o passado ou sobre o presente. Em uma sociedade em que questionar por si só já é um dos maiores tabus consegue-se observar a crítica que o autor pretende levantar e mais do que isso: pelos pensamentos dos personagens e comportamentos social de modo geral conseguimos ter uma visão de como seria um vida na qual mais do que completamente estratificadas, as pessoas mal teriam um verdadeiro diálogo sobre a própria realidade e, assim, vivessem alienadas. Um dos pontos mais interessantes da narrativa, ao meu ver, é exatamente este: a alienação. É incrível ver como para acreditar que se está seguro (um sensação que nem mesmo é muito verdadeira) o ser humano deixa o controle de sua vida ser guiado por outros e em Silo todos os aspectos são assim, até mesmo no meio digital, já que para impedir definitivamente o diálogo e a discussão a troca de informação digital é uma das coisas mais caras e até mesmo um pedaço de papel é considerado um artigo de luxo.

A sensação que tive durante boa parte da leitura é que as relações são impregnadas de uma frieza e distância únicas, principalmente na TI, um dos órgãos mais importantes e nojentos do silo por ser aquele que cuida da limpeza (confecciona os trajes que permitem aos condenados terem tempo o suficiente para limpar antes de morrer) e possuir certa autonomia do governo, os únicos que se diferenciam é o pessoal da Mecânica. As diferenças de classes é algo que continua nesse futuro e assim sendo o pessoal que trabalha com a força manual é um tanto quanto desvalorizado, mas ao mesmo tempo é isso que faz com que eles sejam muito mais próximos. Todos da Mecânica se veem realmente como uma família e como tal fazem tudo um pelo outro, se apoiam incondicionalmente, e essa relação foi algo muito legal de se ver, foi um traço humano tão bom em meio as outras relações que também eram muito humanas, mas nem tão bonitas.

Mas enterrar o corpo e colher as frutas maduras em cima das covas significava reforçar uma mensagem: o ciclo da vida existe; é inevitável, deve ser abraçado, apreciado, aceito. As pessoas partem e deixam para trás o dom do sustento, da vida. Elas abrem espaço para a geração seguinte. Nós nascemos, somos sombras, temos nossas próprias sombras e depois desaparecemos. O máximo a que se pode aspirar é ser lembrado duas sombras depois.
*sombra: aprendiz

Howey conseguiu explorar seus personagens muito bem, fazendo com que fosse fácil entender suas motivações e personalidades, o que não deve ter sido fácil de se fazer já que durante a narrativa temos a intercalação do ponto de vista de alguns deles. E um diferencial das distopias que li até agora é que esses são todos adultos, não há adolescentes na história, o que traze um tom mais sério, pois não há os dramas típicos desse tipo de história com esse tipo de personagens. Juliette, por exemplo, é uma mulher de 34 anos e portanto não enfrenta crises de personalidade, suas reflexões são muito mais no âmbito político, existencial e familiar. Até mesmo Lukas, um jovem com 25 anos, foi uma mistura de insegurança com um pouco de depressão e ideais que não sei como conseguiu formar uma personalidade não tão jovem. Já a prefeita Jahns e o delegado Marnes, mesmo sendo bem mais velhos, tinham um "quê" jovem mesclado com todo o peso de suas experiências que achei muito interessante e muito bem explorado. Enquanto que o chefe da TI, Bernard, é simplesmente insuportável como ser humano e confesso que o odiei tanto que nem tentei entender sua personalidade.

O que significava aquilo tudo, aquela vida que viviam em confinamento subterrâneo? O que havia lá fora, além daquelas colinas? Por que eles estavam ali, e com que propósito?

A leitura não é algo muito fluída, pois é uma narrativa densa, com uma linguagem relativamente simples e que possui poucos diálogos, então para ficar um pouco cansativo não é difícil. Entretanto, possui uma organização muito legal entre os capítulos e o fato de que mesmo sendo uma narração em terceira pessoa existe a exploração da visão de cada personagem além de uma boa utilização do tempo narrativo, deixando a leitura mais interessante e demonstrando uma escrita que foi bem arquitetada.

Silo apresenta uma ótima proposta de um sistema manipulador e traiçoeiro e consegue mais do que bem desenvolver esse enredo. A história, como a maioria das distopias, é recheada de mortes e reviravoltas, apresentando uma realidade muito interessante e bem planejada, que permiti uma reflexão muito legal do papel governamental em nossas vidas e os limites que tem ou que deveriam ter ao menos. E pelo jeito essa é uma questão que vai ser ainda mais explorada e esclarecida no segundo volume da trilogia, Ordem (que já foi lançado), então estou muito animada para ver porque esse novo mundo da forma que é: tão devastado e traiçoeiro.

No fim, algumas coisas distorcidas pareciam ainda piores quando consertadas. Certos nós emaranhados só faziam sentido quando desembaraçados.


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32 comentários

  1. Esta não é a primeira vez que leio uma resenha de "Silo", e eu já tinha ficado bem intrigada com ele. Mesmo que ele não faça muito o meu "estilo" de livro preferido, fiquei com aquela curiosidadezinha de ler, sabe? E talvez ele fosse um bom presente para o meu pai...
    Um beijinho,
    Mona
    www.literasutra.com

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  2. Nossa parece ser o tipo de livro que nos faz prender a respiração ( sem trocadilho) do inicio ao fim, sou fissurada em livros com histórias pós-apocalipticas e esse parece ser exatamente o meu tipo de livro, adorei conhecer e sua resenha ficou perfeita.
    Beijos

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  3. Já vi/ouvi muito sobre esse livro, mas nunca fui instigada a ler. Sua resenha foi muito boa!
    www.belapsicose.com

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  4. A sua resenha ficou maravilhosa, porém não sou muito fã do gênero, mas pra quem gosta ,
    Bjus

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  5. Fiquei encantada por esse livro! Gostei bastante da resenha e necessito ler Silo. O nome não me era estranho, mas não conhecia muito sobre a abordagem do livro, com essa coisa de distopia levada mais a sério, sem dramas adolescentes. Parece uma leitura muito legal, e acho que conseguiria relevar o fato de ser meio cansativa.

    Leitores Forever

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  6. Desde o lançamento eu já estava interessada no livro, e mesmo tendo lido poucas resenhas dele, meu interesse continua, ainda mais de ler uma positiva assim.
    Bjs, Rose Fábrica dos Convites

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  7. Ja ouvi falar desse livro várias vezes, mas nunca li uma resenha que fosse tão positiva dele.
    Que bom que gostou.
    Vou colocar esse na lista rsrs
    Beijos...

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  8. Olá! Já ouvi falar de Silo e fiquei curiosa quanto ao enredo. Distopia tem feito bastante sucesso e um número grande de livro tem surpreendido quanto a originalidade.
    http://poesianaalmaliteraria.blogspot.com/

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  9. Nunca tinha ouvi falar desse livro está é a primeira resenha que leio, eu amo Distopia. e a história parece ser incrível já coloquei na minha lista de desejados.
    Juliette parece ser uma personagem de personalidade forte.
    beijos

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  10. Já li várias resenhas deste livro e por todas as livrarias que vou o encontro, porém em todas resenhas que eu li, vi que há pouco diálogo e que isso o torna um pouco cansativo, por isso e pelo fato de não ser meu gênero "preferido", ainda não li!

    Mais sua resenha está perfeita, adorei!

    Débora Favoreto | Em cada página

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  11. Oláá
    Acho bem interessante leituras distópicas com reviravoltas, mortes e tanta emoção e o enredo desse me atraiu bastante, já tinha visto o livro mas nunca procurei saber melhor da proposta, agora acho que talvez arriscaria a leitura.

    Reality Of Books
    Catharina
    http://realityofbooks.blogspot.com.br/

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  12. Eu acabei de falar que gosto do gênero distópico por ele nos tirar do conforto. É incrível ver que a humanidade não encontra o caminho harmônico consigo próprio e nem com a natureza nesses futuros imaginados.

    Parece ser um ótimo livro.

    Só uma coisa, acho que outro dia eu vi um filme com um enredo muito parecido com o livro. As pessoas viviam no subterrâneo. Mas não lembro o nome do filme.

    Beijos!

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  13. Oi, tudo bem?
    Eu tenho esse livro aqui em casa e sempre enrolo para ler porque vi muitos comentários de que a leitura não é lá muito fluída, mas a história em si do livro é bem interessante e me deixa curiosa, não costumo ler livros desse gênero, mas essa coisa do sistema manipulador é bem interessante mesmo. Enfim, não sei quando lerei o livro, mas gostei bastante da sua resenha.

    Beijos :*
    Larissa - http://srtabookaholic.blogspot.com

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  14. não faz muito meu estilo , algumas amigas vem comentando sobre e eu tenho ficado intrigada acho que vou acabar lendo mas ainda tenho uma lista grande de livros a frente rsrs

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  15. Olá,

    Essa é a primeira resenha que leio desse livro e vou falar que estou fugindo de leituras cansativas, gosto muito de livros com diálogos e acho que no momento esse não é o tipo de livro que busco para ler, quem sabe em outro momento não conheça a escrita do Hugh.

    Beijos.
    Visite: Paradise Books BR // Participe: Top Comentarista

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  16. Nossa, adorei sua resenha! Adoro distopias, com um cenário apocalíptico mais ainda! Confesso que não sabia sobre o enredo desse livro, nem imaginava ~bem informada~
    Mesmo sendo cansativo, fiquei muito curiosa para saber o que há do lado de fora rsrs

    Beijos ;*
    Proseando com uma BibliophileFacebook

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  17. Esse livro me dá muita vontade de ler!
    Lembro que fui na Bienal e ele estava lá dando uma palestra em que uma das integrantes do Clube foi, e me relatou o quanto esse cara é demais!
    Quero muito ler esse livro, o problema é a fila grande de livros que tenho aqui
    ]Beijao
    Gio – Clube das 6
    http://www.clubedas6.com.br

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  18. Oii ja conhecia o livro e vi várias resenhas sobre ele... mas não seria uma opção de leitura para mim... apesar de bom, tenho certeza que me cansaria pela falta de diálogos.


    beijos
    http://livrosetalgroup.blogspot.com.br

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  19. Oii, tudo bem?
    Tenho muita vontade de ler essa distopia, mas agora fiquei com um pé atrás, tenho certa dificuldade de manter o foco em leituras mais densas, preciso trabalhar isso...
    Bjs

    A. Libri

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  20. Todas as críticas que leio desse livro são positivas, já estou mais que convencido de ler, amanha msm vou comprar depois do trabalho, aproveitar a grana q entrou essa semana hsuahsuahushau
    até mais!

    (Gustavo Fraga) http://realityofbooks.blogspot.com.br/

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  21. Ooooi,

    Eu lembro de ter lido varias resenhas sobre esse livro, tenho vontade conhecer essa distopia, já que é umtema que não leio com tanta frequencia.
    Gostei de saber que os personagens são adultos, maduros, as vezes é irritante os dramas adolescentes, o que me faz pensar antes de ler é a escrita ser densa demais. Tenho medo de empacar :(


    Beijinhos,
    www.entrechocolatesemusicas.com

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  22. Nunca ouvi falar desse livro, maaaaaas como é meu gênero favorito, vou ter que ler UAHSAUHA. Adorei sua resenha! Parabéns.

    Beijos, Ahri.
    dois-players.blogspot.com.br

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  23. Este comentário foi removido pelo autor.

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  24. Olá! Eu adoro distopias e esse me parece ser um livro muito interessante!
    E pensando bem, ele daria um ótimo filme, não?

    Ótima dica!
    Fernanda
    http://oprazerdaliteratura.blogspot.com.br/

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  25. Eu gosto do gênero e adorei sua resenha, bem detalhada, mas não fiquei instigada pela leitura não, acredito que seria o tipo de livro que não daria certo pra mim.

    xoxo
    http://www.amigadaleitora.com/

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  26. Olá, tudo bem?

    Se eu fosse essa personagem ia fazer a mesma coisa, odeio ter que ligar com política e burocracia dos setores mais elevados do meu trabalho, me dá uma preguiça! Achei a premissa de Silo bem interessante e o mundo criado bem único, mas infelizmente narrativas com vários pontos de vista me incomoda, pois não temos um ponto de foco. Por isso que ainda não peguei para ler GoT. vou esperar lançar a série toda para ver se vou dar uma chance.

    Abraços,
    Matheus Braga
    Vida de leitor - http://vidadeleitor.blogspot.com.br/

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  27. Ta ai, você é a primeira pessoa que frisa esse ponto dos protagonistas serem todos adultos. De fato, sem aqueles dramas adolescentes a história deve fluir de forma diferente. Eu ainda não tive oportunidade de fazer essa leitura, mas espero gostar. Nem todas as criticas que li foram tão boas quanto a sua.

    Beijiinhos ;*
    Andressa - Blog Mais que Livros

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  28. Oii! Tudo bem?
    Achei a premissa de Silo bem interessante, justamente por esse tom mais sério que você mencionou e pelo fato de tratar algo tão importante quanto a liberdade de expressão.
    Não sei se leria por ser tão cansativo, pq eu tenho uma forte tendência a me cansar rápido, e com a narrativa desse jeito não ajuda nada.
    Porém fiquei bem curiosa quanto ao destino da personagem, e a cerca do que realmente há la fora, rs.
    Beijos
    www.romanceseleituras.com

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  29. Oi, tudo bem?
    Adoro distopias, e quanto mais mostrar a alienação social e manipulação dos governantes, melhor. Então acho que vou curtir Silo, que por sinal, já tenho.
    Bom saber que a leitura não flui tão levemente, porque aí já vou preparada, rs
    beijos
    http://meumundinhoficticio.blogspot.com.br/

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  30. oi ^^ adoro ler livros assim, pq sou muito curiosa se o pessoal consegue vencer ou nao o sistema e o que irá mudar após a revolta.
    já havia colocado ontem na minha estante do skoob para possível leitura ainda esse ano.
    Seguindo o Coelho Branco

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  31. Olá!
    Eu to com esse livro pra ler, já ouvi falar muito bem dele.
    A sua resenha me deixou ainda mais animada, só fiquei um pouco com o pé atrás pelo fato de que você disse que são poucos os diálogos, isso me balançou, acho leituras sem diálogos tão cansativas. Espero não me decepcionar com Silo, é uma leitura que quero muito fazer. Quanto a narrativa pela visão de diversos personagens, acho bem bacana, temos uma visão mais ampla das coisas, é o que eu acho. rs

    Beijinhos
    Jaque - Meus Livros, Meu Mundo.

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  32. Sabe um livro que você não pode nem pensar nele que quase morre de vontade de ler??
    É esse. Adorei sua resenha, e todas as outras que li me deixaram com muita vontade de ler, infelizmente vou ter que esperar um pouco para ter o meu.

    Bjs
    Jéssica - Coração Leitor

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